A cadeia produtiva do cacau na Bahia enfrenta um dos seus momentos mais delicados, marcado pela queda no preço do produto, aumento da concorrência externa e incertezas quanto às políticas de importação. Diante desse cenário, o governador Jerônimo Rodrigues recebeu, na última quarta-feira (4), representantes do sul do estado, produtores rurais e lideranças políticas, na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O encontro reafirmou o compromisso do governo com a valorização da cacauicultura, atividade histórica e estratégica para a economia regional. 🌱📉
A reunião contou com a participação do prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), que se engajou na defesa dos pequenos e médios produtores de cacau, ao lado da Associação Nacional dos Produtores de Cacau e demais representantes do setor. Entre as pautas prioritárias está o pedido ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para detalhamento do regime de drawback, além da proposta de revisão dos prazos para seis meses e a articulação com a bancada federal da Bahia no Congresso Nacional. Essas medidas buscam garantir maior previsibilidade e melhores condições de renda ao agricultor. 🤝📊

Outro ponto central foi a preocupação com a importação de cacau e seus impactos na sanidade vegetal e na competitividade do produto baiano. Ficou definido que o grupo aguardará o retorno da missão técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) à Costa do Marfim, além dos estudos conduzidos pela ADAB sobre a fitossanidade do cacau importado no Porto do Malhado, em Ilhéus. A medida visa proteger a produção local contra pragas e doenças, como a monilíase do cacaueiro, que representa um risco significativo ao setor. 🚢🧪
Como encaminhamento, será formada uma Comissão Interinstitucional do Cacau, reunindo representantes do governo estadual, municípios e entidades produtivas. O grupo terá a missão de sistematizar propostas, articular ações com o Governo Federal e fortalecer políticas como a assistência técnica rural, a análise de solos e o fortalecimento da CEPLAC. Especialistas destacam que o desafio vai além de medidas emergenciais: exige planejamento de longo prazo, inovação tecnológica e valorização do produtor, para garantir sustentabilidade, competitividade e desenvolvimento econômico ao sul da Bahia. 🌍📈



