A prestação de contas do Carnaval de Itabuna revelou muito mais do que números: expôs um modelo de gestão pública baseada em articulação política, captação de recursos e diálogo institucional. Durante audiência pública, autoridades e representantes de setores estratégicos destacaram os resultados financeiros, sociais e econômicos do evento, apontando o prefeito Augusto Castro como peça central na construção de parcerias com a bancada baiana no Congresso Nacional, o Governo do Estado e o Governo Federal.
Segundo o presidente da FICC, Aldo Rebouças, o processo de captação começou com uma verdadeira peregrinação pelos gabinetes em Brasília. “Na primeira levada, conseguimos R$ 7 milhões. Depois, os recursos foram chegando gradualmente, até fechar em R$ 9 milhões”, relatou. O valor refere-se especialmente aos cachês artísticos pagos com recursos do Ministério do Turismo, via SETUR-BA, totalizando R$ 9.048.000,00, um marco para eventos culturais no interior da Bahia.

Rebouças foi enfático ao comparar a grandiosidade da festa: “Somente Augusto Castro fez o carnaval de Salvador em Itabuna”. A declaração, além do tom político, reforça a estratégia de posicionar o município como polo regional de eventos, capaz de atrair turistas, movimentar a economia local e gerar empregos temporários. No total, o investimento chegou a R$ 13.790.711,00, somando recursos próprios e externos, o que, segundo ele, comprova a eficiência de um gestor que “sabe captar recursos e manter boas relações políticas”.
A audiência pública também contou com apresentações técnicas do comandante do 15º BPM, tenente-coronel Robson Farias, do presidente da CDL, Carlos Leahy, e dos secretários municipais das áreas de Saúde, Indústria e Comércio e Promoção Social, que detalharam os impactos setoriais do evento. O consenso foi claro: além da festa, o Carnaval de Itabuna se consolidou como uma vitrine de gestão integrada, mostrando que cultura, segurança, saúde e desenvolvimento econômico podem — e devem — caminhar juntos.





