A presença de animais de médio e grande porte soltos em rodovias e vias urbanas representa um risco permanente para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Para reforçar a prevenção de acidentes e ampliar a responsabilização dos proprietários, uma força-tarefa formada por órgãos de segurança, trânsito, saúde, agricultura, meio ambiente e fiscalização definiu o início de uma operação integrada em Itabuna.
A estratégia foi discutida nesta segunda-feira (03), durante reunião realizada na sede da Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv), na Avenida José Soares Pinheiro. A operação terá atenção especial às rodovias BR-101, BR-415 e BA-649, além das vias urbanas do município, com ações voltadas à identificação, retirada e apreensão de animais encontrados em situações de risco. 🛣️
Entre as medidas previstas estão a adoção de providências administrativas, ambientais, cíveis e penais contra os responsáveis pelos animais. Os proprietários também poderão ser cobrados pelos custos relacionados à apreensão, transporte, manutenção em pasto, alimentação, fornecimento de água, medicamentos e demais cuidados necessários. As ações serão fundamentadas na legislação e no Decreto Municipal nº 17.967/2026, que regulamenta os procedimentos de fiscalização, apreensão, guarda, restituição, multas e ressarcimentos.
Outro encaminhamento foi a criação de canais oficiais para facilitar denúncias e permitir uma resposta mais rápida das equipes. A população poderá informar situações de risco envolvendo animais soltos pelo telefone (73) 99914-9499. A participação da comunidade pode contribuir para prevenir acidentes, desde que as ocorrências sejam comunicadas com segurança, sem que motoristas ou pedestres tentem capturar ou retirar os animais por conta própria.
A força-tarefa também prevê a elaboração de um Termo de Cooperação Técnica entre as prefeituras de Itabuna e Ilhéus para fortalecer a fiscalização e a apreensão de animais na BA-649. A rodovia, que interliga os dois municípios e registra intenso fluxo de veículos desde a entrega da primeira etapa, exige monitoramento contínuo e atuação integrada. A iniciativa representa um avanço na segurança viária, mas seus resultados dependerão da continuidade da fiscalização, da estrutura adequada para acolhimento dos animais e do cumprimento das responsabilidades por parte dos proprietários.




