A cidade de Itabuna recebe, no próximo dia 15 de julho, uma experiência artÃstica que vai muito além da dança. O espetáculo “Ibanujé – O Corpo como Memória Ancestral”, idealizado pelo historiador, coreógrafo, professor e bailarino Toni Silva, será apresentado gratuitamente no Centro de Cultura Adonias Filho, com oficina à s 16h e espetáculo à s 19h. A iniciativa integra o edital “Quarta que Dança”, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), promovendo arte, educação e valorização das heranças afro-brasileiras.
Mais do que uma apresentação cênica, Ibanujé propõe uma reflexão sobre o papel do corpo como espaço de memória, identidade e resistência. Em um cenário onde o debate sobre diversidade, combate ao racismo e valorização das matrizes africanas ganha cada vez mais relevância, o espetáculo dialoga com escolas, universidades, artistas e a sociedade ao transformar pesquisa acadêmica, história e expressão corporal em uma narrativa sensÃvel e contemporânea. A proposta reforça como a cultura pode ser uma poderosa ferramenta de transformação social e formação cidadã.

A obra é dividida em três atos simbólicos — Origem, Corpo-Território e Axé: o Futuro Ancestral — reunindo referências das tradições dos orixás, da capoeira, do samba de roda e das manifestações afro-brasileiras em uma linguagem artÃstica que respeita seus significados históricos e culturais. Além das apresentações, o projeto oferece oficinas, rodas de conversa, visita sensorial para pessoas com deficiência visual, interpretação em Libras e abafadores de ruÃdo para pessoas autistas, ampliando o acesso à cultura e fortalecendo o compromisso com a inclusão.
A chegada de Ibanujé a Itabuna representa uma oportunidade de aproximar a população de uma produção artÃstica que valoriza a ancestralidade, incentiva o diálogo intercultural e amplia o acesso à arte de qualidade.






