Professoras e professores das Universidades Estaduais da Bahia (UEBA) decidiram manter uma vigília de 24 horas em frente à Secretaria da Educação do Estado (SEC), em Salvador, após completarem um ano sem serem recebidos pelo Governo da Bahia. A mobilização, iniciada nesta quarta-feira (29), reúne docentes da UESC, UEFS, UNEB e UESB e cobra do governador Jerônimo Rodrigues a retomada imediata do diálogo com o movimento docente.
Para simbolizar os 12 meses sem negociações, a categoria levou um “bolo de aniversário” ao ato. Faixas, cartazes e manifestações denunciaram a ausência de diálogo e cobraram atenção às demandas relacionadas às condições de trabalho, aos direitos dos servidores e ao fortalecimento do ensino superior público baiano. A decisão de permanecer em vigília busca ampliar a pressão para que o governo agende uma reunião e apresente encaminhamentos para as reivindicações da categoria.
Entre as reivindicações estão o pagamento do adicional de insalubridade e dos anuênios retroativos, a revisão dos reajustes do Planserv, o fim da lista tríplice para a escolha de reitores e a ampliação dos investimentos nas universidades estaduais. O movimento também critica a redução de mais de R$ 365 milhões nos recursos destinados às instituições em 2025.




