A candidata a deputada federal Adélia Pinheiro chega na reta final sem demonstrar força eleitoral suficiente para assegurar uma das cadeiras disputadas pela Federação PT/PCdoB/PV na Bahia.
Além de estar fortemente concentrada em Ilhéus, sua campanha possui dependência de nomes como Rui Costa e Rosemberg Pinto e pouca abrangência regional.
Na avaliação de algumas lideranças políticas ouvidas nos bastidores, Adélia ampliou sua exposição, porém não aparece entre os nomes apontados nas projeções mais recentes como protagonistas na briga pelas últimas cadeiras da federação.
A candidatura é legítima e sua participação no pleito não está em questão. O debate, entretanto, está no efeito eleitoral de uma disputa que divide votos e fragmenta uma base política já concorrida, colocando candidaturas do mesmo campo diante de uma disputa por um eleitorado reduzido.
A federação trabalha com a expectativa de fazer até 10 vagas na Câmara dos Deputados. O nome de Adélia, por enquanto, permanece fora dessa disputa. Esse movimento, inclusive, já vem sendo interpretado como uma construção para o próximo pleito eleitoral, especialmente diante do peso que a política municipal terá em 2028.




